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Veja cinco desafios de Sergio Moro, governador eleito do Paraná, para os próximos quatro anos

Sergio Moro vai conduzir o Paraná no enfrentamento de desafios pelos próximos quatro anos. Foto: Assessoria de Imprensa Sergio Moro (PL) foi eleito governador...

Veja cinco desafios de Sergio Moro, governador eleito do Paraná, para os próximos quatro anos
Veja cinco desafios de Sergio Moro, governador eleito do Paraná, para os próximos quatro anos (Foto: Reprodução)

Sergio Moro vai conduzir o Paraná no enfrentamento de desafios pelos próximos quatro anos. Foto: Assessoria de Imprensa Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná em primeiro turno, neste domingo (4), com 50,10% dos votos. Nos próximos quatro anos, deve enfrentar diversos desafios à frente da gestão do estado, entre eles questões climáticas, na área da saúde e na segurança pública, em especial no combate à violência contra a mulher (veja detalhes abaixo). Sandro Alex (PSD), candidato apoiado pelo atual governador Ratinho Junior foi o segundo colocado, com 25,36% dos votos, seguido de Requião Filho (PDT), com 23,47%. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Em sua primeira declaração como governador eleito, Moro afirmou que fará um governo “honesto e eficiente”, disse que vai governar para a população paranaense e que não irá tolerar “qualquer espécie de desvio”. A pauta anticorrupção foi a mais defendida por Moro enquanto candidato ao governo do Paraná, que prometeu criar uma ‘Agência Estadual de Combate à Corrupção’. Agora no g1 Ainda em entrevista coletiva logo após a confirmação do resultado das eleições, Moro destacou como prioridade o enfrentamento de pontos de gargalos econômicos do Estado e a construção de uma “terra segura”. Principais desafios do Paraná para os próximos quatro anos O g1 Paraná elencou alguns dos principais desafios que o governador eleito terá que enfrentar ao longo dos próximos quatro anos. Entre eles, estão temas que já foram abordados durante a campanha eleitoral e sobre os quais Moro já se posicionou. Fornecimento de energia Um dos pontos centrais que Moro terá que enfrentar nos próximos anos é a melhoria do serviço prestado pela Copel, empresa privatizada em 2023. O estado enfrenta problemas no abastecimento de energia elétrica que já causaram prejuízos para indústrias e produtores rurais. À exemplo, na última semana uma queda de energia em São João do Ivaí, no Norte do Paraná, causou a morte de 400 peixes, da espécie tilápia, de uma propriedade, deixando um prejuízo estimado em R$ 2 milhões. O produtor rural responsável pela criação afirmou que a energia caiu na terça-feira (29) e só retornou na quarta-feira (30), deixando os tanques de peixes sem oxigenação. Outras situações semelhantes já foram registradas ao longo do ano e se tornaram pautas na imprensa. O tema do abastecimento de energia foi um dos mais abordados durante a campanha eleitoral. Como candidato, Moro já havia se posicionado favorável à privatização, mas afirmou que era necessário reforçar a fiscalização do serviço da empresa e que os prejuízos dos empresários deveriam ser ressarcidos. Impactos da crise climática Nos últimos meses, o Paraná tem sofrido os impactos das mudanças climáticas e desastres naturais, intensificados pelo El Niño. Temporais com alto volume de chuva, ventos de mais de 100 km/h e queda de granizo resultaram em alagamentos, perda de plantações, deslizamentos, interdições de rodovias e deixaram pessoas desabrigadas e desalojadas nos últimos meses. Com previsão de que o El Niño se estenda até, pelo menos, junho de 2027, o governador eleito deverá preparar medidas para minimizar os impactos da crise climática. No plano de governo, Moro cita que vai “estruturar uma rede de resposta social para as famílias atingidas por enchentes e eventos climáticos extremos, com acolhimento emergencial e reconstrução dos vínculos, em ação integrada com a Defesa Civil e os municípios”. Para a agricultura, cita que vai “ampliar a resiliência climática, aumentando produtividade, competitividade e geração de renda no campo”. Saúde A saúde foi a área apontada pelos eleitores paranaenses como o principal problema do estado, segundo dados da pesquisa Quaest de agosto deste ano, logo após o início da campanha eleitoral. Na pesquisa, 28% dos entrevistados apontaram a saúde como problema a ser resolvido, seguido de 15% que apontaram o tema da violência. Uma das propostas que Moro mais trabalhou em campanha foi a de criar a Tabela SUS Paranaense, nos mesmos moldes da Tabela SUS Paulista. Segundo ele, o modelo deve resultar em mais atendimento à população e menos filas. A intenção da proposta, descrita no plano de governo, é identificar as regiões do Paraná com mais demandas e agregar um pagamento complementar do Estado à Tabela SUS que é feita pelo Governo Federal. A expectativa, conforme o plano de governo, é “dobrar o número de cirurgias eletivas e reduzir drasticamente a espera por esses procedimentos”. Combate à violência contra a mulher Atualmente, o Paraná é o terceiro estado com maior número de feminicídios do país, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. Somente no primeiro semestre de 2026, 55 feminicídios foram registrados no estado. Combater a violência contra a mulher será um dos desafios do próximo gestor estadual do Paraná. Em debate na RPC, afiliada da TV Globo, Moro foi questionado sobre propostas para combater a violência contra a mulher e afirmou que prevê a construção de um presídio de segurança máxima no Paraná para deter, inclusive, condenados por feminicídio, e que isso daria “um recado” de que o tema é tratado com seriedade no estado. No plano de governo, está a criação de um protocolo estadual de atendimento à violência contra a mulher, com padronização nos procedimentos entre polícias, assistência social, saúde e justiça, para evitar revitimizar das mulheres em situação de violência. Relação com o governo federal Tendo feito uma campanha eleitoral baseada no apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e no combate ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Moro agora aguarda o resultado do segundo turno das eleições, que irá definir quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos. Apesar de não haver subordinação ou hierarquia entre os governos federal e estadual e cada gestor do Executivo ter autonomia para tomar as decisões que cabem ao seu governo, algumas áreas podem demandar atuações conjuntas e colaborativas, como as áreas de saúde, educação e infraestrutura, por exemplo. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: