Mãe confessa que matou os dois filhos, de 1 e de 5 anos, enquanto dormiam e depois abandonou corpos, no Paraná
Mãe confessa assassinato de filhos de 1 e 5 anos em Itambaracá Franciele Gawleta, mãe das crianças encontradas mortas em um carro abandonado em uma ponte en...
Mãe confessa assassinato de filhos de 1 e 5 anos em Itambaracá Franciele Gawleta, mãe das crianças encontradas mortas em um carro abandonado em uma ponte entre as cidades de Bandeirantes e Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná, confessou o crime em depoimento à polícia, segundo o delegado Denner Roque, da Polícia Civil (PC-PR). O menino de 5 anos e a menina de 1 ano foram localizados em um veículo na quarta-feira (4). Em depoimento, Franciele disse que matou os dois filhos sufocados, enquanto eles estavam dormindo. A defesa da suspeita, constituída pela advogada Nádia Guaita Calixto Alves, informou que "os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas, com base na verdade real e nos elementos constantes dos autos". Confira a nota completa abaixo. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Corpos estavam em carro abandonado na rodovia Cedidas/Cleverson Rodrigues De acordo com o delegado, a mãe afirmou que o crime foi em Arapongas e, após ter matado as vítimas, colocou os corpos no veículo e abandonou o carro com as crianças mortas perto do Rio das Cinzas, na PR-436. O trajeto de carro é de cerca de duas horas e meia, ou aproximadamente 145 quilômetros. A suspeita enviou áudios a um familiar contando que as crianças estavam no carro. "Eu deixei o carro aberto porque, sei lá, nem sabia se eu fechava, se eu não fechava, o que eu fazia. Então eu deixei aberto. Tá bom? Aí você manda alguém vir. Vem socorrer eles [crianças] aqui", Franciele enviou. Mãe suspeita de assassinar filhos de 1 e 5 anos no Paraná mandou áudio antes de ser presa O delegado afirma que Franciele foi presa em flagrante por homicídio. A mulher foi localizada horas após o crime, após ela ser vista por pessoas perto de um pesque-pague, que acionaram a Polícia Militar (PM-PR). Leia também: 'Recebemos e acordamos no outro dia sem nada do dinheiro', diz mulher que teve valores bloqueados após quebra do Ueno Bank no Paraguai Investigação: Casal suspeito de matar americano desenvolvedor de jogos no Paraná é preso na Argentina Conheça membros: Equipes de transição de Sergio Moro e Ratinho Junior se encontram pela primeira vez no Paraná Pais disputavam a guarda das crianças Os pais estavam em uma disputa judicial pela guarda das crianças, de acordo com o delegado. Atualmente, o pai mora em Itambaracá, enquanto a mãe mora em Arapongas, também na região Norte do estado. No entanto, ainda não há confirmação oficial de que o crime tenha sido motivado pela disputa judicial. "A motivação, até foi nossa principal vertente [de investigação], foi de uma tentativa de não permitir que o pai tivesse qualquer contato com essas crianças, vivas ou mortas", informou o delegado. Os corpos das crianças foram encaminhados para a Polícia Científica. A Polícia Civil segue investigando o caso e apurando a causa das mortes. O que diz a defesa A defesa de Franciele informou que a suspeita colabora com as autoridades. Confira: "A assessoria jurídica da acusada, FRANCIELE GAWLETA, vem, diante dos noticiários veiculados pela imprensa, esclarecer que os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas, com base na verdade real e nos elementos constantes dos autos. A Sra. Franciele tem total confiança nas instituições e no Poder Judiciário, bem como presta seu compromisso com a cooperação integral face as autoridades competentes. Salientamos que precipitadas conclusões emitidos neste momento revelam-se prematuras, especulativas, temerárias e prejudiciais aos direitos fundamentais da personalidade e à garantia constitucional da presunção de inocência. Por fim, a defesa permanece à disposição da imprensa séria para prestar os esclarecimentos que forem cabíveis, dentro dos limites éticos da advocacia e do sigilo processual". VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.