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Casal é suspeito de usar nome de pessoas em situação de rua no PR para fazer empréstimos: 'Levam vida de ostentação', diz delegado

Grupo suspeito de fraude explorava pessoas em vulnerabilidade em Londrina Um casal de Londrina, no norte do Paraná, é suspeito de usar dados de pessoas em sit...

Casal é suspeito de usar nome de pessoas em situação de rua no PR para fazer empréstimos: 'Levam vida de ostentação', diz delegado
Casal é suspeito de usar nome de pessoas em situação de rua no PR para fazer empréstimos: 'Levam vida de ostentação', diz delegado (Foto: Reprodução)

Grupo suspeito de fraude explorava pessoas em vulnerabilidade em Londrina Um casal de Londrina, no norte do Paraná, é suspeito de usar dados de pessoas em situação de rua para abrir contas bancárias e solicitar empréstimos. Além disso, eles são investigados por roubar dados de vítimas de outros estados - que não estão em vulnerabilidade - para realizar o mesmo procedimento. Nesta terça-feira (3), os dois foram presos durante uma operação da Polícia Civil (PC-PR), que também apreendeu bens como moto aquática e dinheiro em espécie. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Os nomes do homem e da mulher não foram divulgados pela polícia. De acordo com o delegado Edgard Soriani, o casal possui uma vida de alto padrão com, por exemplo, uma casa em Sertaneja avaliada em aproximadamente R$ 5 milhões. O resultado final das apreensões não foi divulgado até a última atualização desta reportagem. "Os principais líderes dessa organização criminosa levam uma vida de ostentação, com patrimônio incompatível com as suas identidades", disse o delegado. Operação desta terça-feira (3) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao casal. PC-PR A investigação apurou que o golpe começou a ser aplicado entre 2020 e 2021. Estima-se que mais de 100 pessoas em situação de rua tiveram os dados usados. Neste número, não estão somadas as vítimas que não estão em vulnerabilidade. A operação desta terça, em que foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, foi desencadeada depois que um banco entrou em contato com a polícia. A agência, que é do estado de São Paulo e sabia da existência da investigação, percebeu movimentações suspeitas em cinco contas. A partir disso, as cinco vítimas foram localizadas e permitiram a quebra do sigilo bancário. Elas não possuem relação com os investigados, não estão em situação de rua e não sabiam que os próprios dados foram usados indevidamente, segundo o delegado. Desta forma, a polícia chegou aos nomes do casal e de três funcionários deles, que movimentaram as contas e realizaram saques. O prejuízo estimado é de R$ 150 mil. As cinco pessoas são investigadas pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documento, uso de documento falso e falsidade ideológica. Os cinco mandados de prisão são contra elas. A investigação sobre o uso de dados de pessoas em situação de rua e de outras vítimas continua. Leia também: Francisco Beltrão: Motorista de aplicativo mata dois passageiros a tiros após corrida Crime: Empresários são condenados por desvio de R$ 2,5 milhões de tratamento de menina com câncer Maringá: Incêndio de grandes proporções se forma em fábrica de móveis e galpão Como funciona o esquema de aliciamento de pessoas em situação de rua O homem e a mulher possuem dois comércios em Londrina, sendo um deles uma loja de produtos eletrônicos e outro de motos. De acordo com a polícia, esses estabelecimentos são usados para lavar o dinheiro do esquema. A suspeita é de que os funcionários iam até endereços na cidade frequentados por pessoas em situação de rua e usuários de droga. Nesses lugares, eles ofereciam dinheiro às vítimas - cujo valor ainda é apurado - e as levavam à loja do casal. No comércio, a proprietária realizava os procedimentos para a abertura de contas de pessoa física e jurídica. "[...] usam o mesmo comprovante de residência, que inclusive é da residência do casal, para abrir várias contas bancárias nos nomes dessas pessoas e poder aplicar fraudes", o delegado explicou. Para ter acesso aos empréstimos, eles jogavam um capital alto na conta e movimentavam para ter margem de crédito. Cartões, maquininhas e documentos encontradas durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. PC-PR Conforme o delegado, uma das dificuldades enfrentadas durante a investigação - que existe desde 2023 - é de localizar as vítimas, que não possuem endereço fixo. "É um prejuízo milionário", estima o delegado. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.